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Prevenção ao inadimplemento de operações e ao superendividamento.

Prevenção ao inadimplemento de operações e ao superendividamento envolve cuidados antes, durante e depois da contratação de crédito, para garantir que as parcelas caibam no orçamento sem comprometer as despesas essenciais da família. Com planejamento, informação clara e acompanhamento contínuo, a família usa o crédito de forma responsável, evitando atrasos, renegociações frequentes e perda de controle das dívidas.

Conceito de Inadimplemento e Superendividamento

Inadimplemento é a situação em que a pessoa deixa de pagar total ou parcialmente uma obrigação financeira na data combinada, como parcela de empréstimo, cartão de crédito ou financiamento. Superendividamento ocorre quando as dívidas somadas são tão altas que a renda já não é suficiente para arcar simultaneamente com as parcelas e com as despesas básicas de sobrevivência, mesmo se a pessoa quiser pagar. Esses cenários geram juros, multas, restrição de crédito, estresse e podem impactar toda a estrutura familiar.

Cuidados Antes de Contratar Crédito

A prevenção começa antes da assinatura de qualquer contrato. É fundamental avaliar se a dívida é realmente necessária, comparar taxas de juros, prazos, custos totais e condições entre diferentes instituições e simular o impacto das parcelas no orçamento mensal. Uma boa prática é garantir que a soma das prestações de todas as dívidas não ultrapasse um percentual prudente da renda líquida familiar, preservando recursos para alimentação, moradia, saúde e educação.

Uso Responsável do Cartão e do Cheque Especial

Cartão de crédito e cheque especial são ferramentas úteis, mas de alto risco quando usadas sem controle. Para evitar inadimplência, recomenda-se pagar sempre o valor total da fatura, evitando o crédito rotativo, e usar o cartão apenas para compras planejadas dentro do orçamento, não como complemento de renda. Já o cheque especial deve ser visto apenas como emergência de curtíssimo prazo, pois os juros costumam ser muito elevados e o uso recorrente é sinal de desequilíbrio financeiro.

Acompanhamento Contínuo e Ajustes

Monitorar as finanças com regularidade ajuda a identificar problemas antes que se tornem graves. Manter um orçamento atualizado, conferir extratos, faturas e contratos, e revisar gastos supérfluos permite fazer ajustes rápidos, como cortar despesas não essenciais ou renegociar condições antes de entrar em atraso. Sempre que houver mudança na renda — como perda de emprego ou redução de horas — é importante replanejar imediatamente o orçamento e, se necessário, buscar a instituição para adaptar prazos e parcelas.

Medidas em Caso de Dificuldade

Se a família perceber que não conseguirá manter os pagamentos em dia, agir cedo é fundamental para evitar o superendividamento. Entre as medidas recomendadas estão: priorizar dívidas com juros mais altos, procurar a instituição para renegociar prazos e taxas, evitar novos créditos para pagar dívidas antigas e buscar orientação em órgãos de defesa do consumidor ou programas de educação financeira. Com diálogo, reorganização do orçamento e, quando possível, reforço de renda, é possível retomar o controle e reconstruir a saúde financeira sem comprometer definitivamente o futuro da família.